Historicamente, Tauá manteve opções partidárias, capazes de oferecer caminhos, discutir alternativas e ser bem representado nos diversos segmentos da vida pública.
Eis que um iluminado surge, desejando ainda mais, levando consigo, um grupo inteiro à bancarrota, falindo uns, desiludindo outros, exilando alguns.
Particularmente, preferi ausentar-me em forma de um pequeno exílio, para poder interpretar melhor o acontecido, certo de que o projeto nasceu falido, pois, grande parte dos que formaram o “pacote”, sempre reclama do tratamento recebido, que confere boa sombra, mas é desrespeitoso, não tolera cabeça pensante, preferindo o cinturão, no lugar do diálogo e da alternância do poder.
Em todo este momento, pelo qual experimenta a vida pública do Tauá, as palavras chaves tem sido: acordão, conchavo, composição, partido de aluguel. Nunca se viu tanto partido de aluguel em Tauá, como agora. Quem quer que deseje formar um novo grupo, dotado de lideranças novas, experientes e com espírito público elevado, vai desaguar em uma grande dificuldade, pois todas as siglas possíveis estão alugadas e tudo seguindo orientação de uma cúpula malvada, que com o dedo em riste, ameaça, zomba e tolhe as melhores das boas intenções de homens íntegros e sérios que Tauá tanto detém.
O sério de tudo isto, tem sido a utilização do povo como massa de manobra, puxando uns para um lado, outros para o outro lado, e todos forçados a seguirem transportando um piano, mas sem direito a participar da festa.
O que encoraja-me ainda, tem sido o fato da insatisfação de membros que lá se encontram formando uma frente, mas estão sofridos e ávidos por um momento em que as amarras possam ser desfeitas. Daí que os bons não podem calar. Seria um desastre maior ainda, o emudecer, em momento de transformação e de escolhermos nossos representantes, nos diversos segmentos que a legislação nos confere elevado direito.
Eis que realmente chega o momento, onde temos em um simples dedilhar, a oportunidade de darmos um troco, à tamanha malvadeza imposta ao povo de Tauá, onde se deu bem uma cúpula, que somente pensou em crescimento interior, esquecendo que existe em Tauá, pessoas íntegras, que mereciam participar do processo, oferecendo experiências elevadas.
Quero através desta minha manifestação, demonstrar todo o meu repúdio a esta tática politiqueira, que teve finalidade de alijar do processo político, quadros e mentes elevadas, onde na verdade os mesmos politiqueiros de plantão, estão prontos para "comercializar" apoios em coligações de puro cunho mercantil, que substitui ideologias partidárias, por interesses mesquinhos, visando apenas os melhores arranjos para os integrantes de cada partido.
Descaradamente oferecem cargos, como se fossem os verdadeiros donos, sendo o mais importante mesmo, a manutenção de um verdadeiro totalitarismo. O momento assim urge uma ação efetiva de todos nós, no sentido de darmos um ponto final neste estado em que se encontra a política de Tauá, dedilhando nas maquininhas uma “LIMPEZA” total nestes componentes que humilham, tornando a política, uma atividade menor.
O momento exige de todos nós, uma ação mais enérgica, contra aqueles, que se utilizaram de um acordo momentâneo, para se dar muito bem, e agora apregoam que tudo acabou, que foi um momento e que agora todos buscam lugar ao sol.
Lugar ao sol coisa alguma. Buscam mesmo é se darem bem, discutindo tudo em bastidores, longes dos homens de bem e dividindo o bolo, com muito maquiavelismo, para que ninguém rompa esta casca já apodrecida.
Manoel Enéas Alves Mota
Eng. Civil – CREA-3636/D


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