Dr. Manoel Enéas é um técnico competente, que ocupou importantes cargos públicos no estado, tendo sido Superintendente da SOEC, Diretor de Planejamento do Tribunal de Justiça e da Cagece e Secretário Adjunto da SEGOV; É o criador da Usedata, que segundo a escritora Anamélia Mota é “marca do início do século XXI em Tauá”. O OI acatou uma sugestão dele para implantar essa secção e jogamos em suas mãos esse desafio.
OI: Como anda a comunicação virtual em nosso município?
Enéas: Pode parecer um paradoxo, mas não vai bem. A infra-estrutura mantida pelas concessionárias não é das melhores, impondo aos usuários uma limitação muito grande.
OI: Qual o melhor caminho a seguir?
Enéas: Sem dúvida alguma, será uma participação mais atuante do poder público, se afastando da operação e passando ao plano estratégico.
OI: O Sr. até recentemente foi presidente de um grande partido em nosso município. Como anda o Enéas político?
Enéas: Na verdade, nunca me afastei do entendimento político de Tauá. Quer acompanhando através do noticiário político, onde através da Usedata mantemos todas as emissoras de rádio na Internet, quer reunindo-se aqui e acolá com amigos tauaenses. Acontece que os acontecimentos e conchavos do último pleito me fez recuar um pouco, não para abandonar a política, mas aproveitando para concluir um pós-graduação que eu vinha adiando ano após ano. Tenho dito a amigos, que estou cumprindo um auto-exílio e aproveitando para concluir este curso, que acontecerá possivelmente em setembro de 2009.
OI: O município de Tauá, na avaliação de muitos, tem revelado grandes políticos e administradores de menor porte. Como conciliar essa relação entre política e administração?
Enéas: A atividade política, pelo poder que se deposita nas mãos dos eleitos, requer destes, muita humildade. O diagnóstico que faço, é que falta humildade à classe política dominante, achando-se verdadeiros deuses. Significa dizer, que até poderiam ter competência administrativa também, mas preferem se manter anos, após anos no poder, tolhendo as oportunidades dos mais jovens, onde vale dizer: tudo fazer para manter-se no poder, não importando-se dos meios. O que se choca frontalmente com os métodos administrativos da modernidade.
OI: É claro que existem opiniões diferentes sobre os nossos “grandes políticos”. O que de fato tem acontecido em Tauá?
Enéas: Vou lhe dizer uma coisa. As poucas vezes que alguém assumiu o poder municipal e estava fora dos clãs elitistas, se deram mal. Até cassações foram registradas, tudo em prol da manutenção do poder entre os mesmos. Em Tauá, sempre existiram dois lados. Agora progrediu....só existe um lado.
OI: Numa região pobre como a nossa, o setor público tende a assumir um papel mais forte na economia. Como tem se comportado o poder executivo em Tauá?
Enéas: Se mantendo na zona de conforto, tendo o poder municipal como única e exclusiva fonte de emprego, tem sido muito bom para a manutenção das elites no poder.
OI: A ex-prefeita, Dra Patrícia Aguiar, acaba de ser escolhida para ser Secretária de Turismo de Fortaleza. Isto se deve a uma boa articulação política, mas, também a uma badalada fama de gestora competente. É isso mesmo?
Enéas: O que sabemos a nível de noticiário, é que o que pesou mesmo foi ter ganho um prêmio de Prefeito Empreendedor do Governo Federal. Conheço muito bem o Tauá, tenho atividades produtivas inclusive no campo, onde mantenho um projeto de apicultura em Marruás. Sinceramente, em termos concretos, fora do papel, qual o empreendedorismo implantado em Tauá, que tenha resultado em fontes de trabalho e renda? Somente o ombro amigo da prefeitura de Tauá se mantém como fonte de emprego.
OI: Sua Terra é um município de dimensões extraordinárias (4.018 km²). O seu distrito de Marruás guarda essa mesma proporção. Qual o tratamento que tem sido dispensado para localidades mais distantes do centro urbano?
Enéas: Sem querer radicalizar ou ser extremista, nada tem feito. Apenas tem acontecido alguma coisa, nos segmentos de políticas idealizadas pelo governo federal. No plano municipal e estadual, tem sido uma catástrofe. Já ouvi discursos, onde dizem: “se tirar a energia, as escolas” entre outras colocações, nada ficaria no distrito, onde queriam dizer serrem responsáveis por tudo que ali foi realizado. Só que isto é o mínimo dos mínimos, além do que alguma coisa precisa mesmo ser feito. Falta a elaboração de um planejamento estratégico que priorize e respeite o homem. Um plano que crie e incentive a produção, deixando de priorizar o ócio. Temo pelo futuro da juventude, completamente sem oportunidades.
OI: Como buscar o nosso desenvolvimento?
Enéas: Simples demais. Implantar políticas duradouras de fixação do homem ao teu habitat, priorizar execução de obras que tenham retorno social, acabando de uma vez, com investimentos em segmentos que nada retornam à comunidade. Discutir os investimentos com os grupos comunitários, descobrindo o potencial de cada localidade, pois o que é bom para um distrito, pode não ser bom para o outro. Hoje, com acesso à Internet e com a universalização da energia elétrica, é o momento de fixar o homem à sua origem. Manter grandes aglomerados urbanos requer altos investimentos.
OI: Deixe uma mensagem para o cidadão tauaense que sonha com dias melhores...
Enéas: Esta respondo ainda com a maior tranqüilidade. Primeiro aos jovens: Estudem, não aceitem migalhas sob forma de ajuda que no futuro haverá de marginalizar e mantê-lo com amarras que impedem o livre arbítrio. Aos demais cidadãos, procurem descobrir o verdadeiro potencial. Todos nascemos para uma missão. Quanto mais cedo encontrarmos este caminho, maior e mais veloz o nosso sucesso acontecerá.
sábado, 13 de junho de 2009
Internet em Tauá – Realidade e Tendência
O Século XXI iniciou e todos esperávamos por um marco histórico em Tauá, que caracterizasse de modo verdadeiro, a chegada de um novo século. Foi quando fundamos a Usedata em Tauá.
Até então, o acesso a esta rede mundial de computadores, apenas era conhecido de um pequeno segmento da população, que assim mesmo, não tinha a devida noção da sua importância.
Naquele momento, ao elaborarmos nosso planejamento estratégico, nos deparamos com as limitações impostas pelas concessionárias, que legalmente disponibilizam o serviço para os provedores de internet.
Dimensionamos um contrato com a concessionária do serviço, em que julgávamos atender de bom grado, aos que potencialmente necessitavam de acesso a esta rede mundial.
Assim, os segmentos principais, como sejam: emissoras de rádios, cartórios, escritórios de contabilidade, estudantes e um pequeno segmento do comércio, foram atendidos, por uma tecnologia chamada de “acesso discado”.
Sempre atenta ao que acontecia no mundo inteiro, a Usedata veio acompanhando o desenvolvimento tecnológico, migrando para um acesso mais moderno, chamado Banda Larga.
A partir deste momento, a comunidade tecnológica ligada ao setor passou a conviver com uma acelerada mudança, que passou a exigir muito mais competência e equipamentos mais arrojados. Modernizamos-nos sempre e nunca ficamos atrás dos acontecimentos tecnológicos.
Acontece que a estrutura que disponibiliza acesso à nova tecnologia em Tauá, por parte das concessionárias, não acompanhou a demanda já crescente, pois a Usedata popularizou a Internet além fronteiras, disponibilizando vários serviços, com destaque permitindo acesso à todas emissoras de rádio da cidade, para o mundo inteiro, como cortesia aos tauaenses que residem em outras localidades.
A Internet já havia se popularizado e todos sabiam a sua utilidade. Foi então que o poder público tauaense se inseriu no processo, administrando parte da capacidade total possível para Tauá, naquele momento, sem no entanto ampliar o acesso que potencialmente já estava comprometido, mas utilizou de uma parte do que já existia.
Daí para cá, convivemos com um sistema limitado, em que não se consegue atender à demanda existente, pois o backbone (rede principal por onde passam os dados dos clientes da internet) disponível para Tauá está sobrecarregado, nunca tendo sido suficiente.
Conclamo a darmos as mãos, trocarmos experiências e universalizarmos verdadeiramente a Internet em Tauá, acabando de uma vez por todas, com discursos, retóricas, ou divulgações do que somente existe nos papéis, como é o caso do Bodefone e um conjunto de torres metálicas espalhadas nas escolas de todos os distritos, que custou caro ao poder público e sem nenhuma utilidade, se constituindo em uma total falta de conhecimento do setor.
A Internet está em constante efervescência, existindo outras formas de acesso, como o caso da PLC (Power Line Communication), que utiliza a rede elétrica como meio, sendo segundo estudiosos do assunto, a única maneira de atingir a população inteira, pois quase 100% das localidades já dispõem de energia elétrica.
No último dia 13 de abril de 2009, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamentou a resolução 527/2009 sobre o uso comercial da PLC (Power Line Communication), tecnologia que permite compartilhar a infraestrutura da rede de energia elétrica para acessar internet. Isso significa que, em vez dos modems convencionais para conexão ADSL, cabo, WiFi, ou 3G, o usuário terá à disposição uma outra solução que permite a utilização de um equipamento específico para navegar na web por meio da rede de eletricidade comum. Seria verdadeiramente o caminho mais fácil da universalização da internet.
A Usedata já desmistificou o uso da internet em um momento que ninguém conhecia, e agora, com mais experiência propõe e alerta ao setor público para sua responsabilidade, pois este precisa utilizar de sua força, para ampliar a infra-estrutura deste grande segmento.
Bom dizer, que a grande função do setor público neste momento, é criar condições para ampliar o acesso, deixando a operação do sistema com outros setores da comunidade.
O desafio está lançado. Este é um setor que exige experiência, aprofundamento e grande investimento tecnológico.
Manoel Enéas Alves Mota
Eng. Civil – CREA-3636/D
Calculista e Gestão de Empreendimentos
Até então, o acesso a esta rede mundial de computadores, apenas era conhecido de um pequeno segmento da população, que assim mesmo, não tinha a devida noção da sua importância.
Naquele momento, ao elaborarmos nosso planejamento estratégico, nos deparamos com as limitações impostas pelas concessionárias, que legalmente disponibilizam o serviço para os provedores de internet.
Dimensionamos um contrato com a concessionária do serviço, em que julgávamos atender de bom grado, aos que potencialmente necessitavam de acesso a esta rede mundial.
Assim, os segmentos principais, como sejam: emissoras de rádios, cartórios, escritórios de contabilidade, estudantes e um pequeno segmento do comércio, foram atendidos, por uma tecnologia chamada de “acesso discado”.
Sempre atenta ao que acontecia no mundo inteiro, a Usedata veio acompanhando o desenvolvimento tecnológico, migrando para um acesso mais moderno, chamado Banda Larga.
A partir deste momento, a comunidade tecnológica ligada ao setor passou a conviver com uma acelerada mudança, que passou a exigir muito mais competência e equipamentos mais arrojados. Modernizamos-nos sempre e nunca ficamos atrás dos acontecimentos tecnológicos.
Acontece que a estrutura que disponibiliza acesso à nova tecnologia em Tauá, por parte das concessionárias, não acompanhou a demanda já crescente, pois a Usedata popularizou a Internet além fronteiras, disponibilizando vários serviços, com destaque permitindo acesso à todas emissoras de rádio da cidade, para o mundo inteiro, como cortesia aos tauaenses que residem em outras localidades.
A Internet já havia se popularizado e todos sabiam a sua utilidade. Foi então que o poder público tauaense se inseriu no processo, administrando parte da capacidade total possível para Tauá, naquele momento, sem no entanto ampliar o acesso que potencialmente já estava comprometido, mas utilizou de uma parte do que já existia.
Daí para cá, convivemos com um sistema limitado, em que não se consegue atender à demanda existente, pois o backbone (rede principal por onde passam os dados dos clientes da internet) disponível para Tauá está sobrecarregado, nunca tendo sido suficiente.
Conclamo a darmos as mãos, trocarmos experiências e universalizarmos verdadeiramente a Internet em Tauá, acabando de uma vez por todas, com discursos, retóricas, ou divulgações do que somente existe nos papéis, como é o caso do Bodefone e um conjunto de torres metálicas espalhadas nas escolas de todos os distritos, que custou caro ao poder público e sem nenhuma utilidade, se constituindo em uma total falta de conhecimento do setor.
A Internet está em constante efervescência, existindo outras formas de acesso, como o caso da PLC (Power Line Communication), que utiliza a rede elétrica como meio, sendo segundo estudiosos do assunto, a única maneira de atingir a população inteira, pois quase 100% das localidades já dispõem de energia elétrica.
No último dia 13 de abril de 2009, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamentou a resolução 527/2009 sobre o uso comercial da PLC (Power Line Communication), tecnologia que permite compartilhar a infraestrutura da rede de energia elétrica para acessar internet. Isso significa que, em vez dos modems convencionais para conexão ADSL, cabo, WiFi, ou 3G, o usuário terá à disposição uma outra solução que permite a utilização de um equipamento específico para navegar na web por meio da rede de eletricidade comum. Seria verdadeiramente o caminho mais fácil da universalização da internet.
A Usedata já desmistificou o uso da internet em um momento que ninguém conhecia, e agora, com mais experiência propõe e alerta ao setor público para sua responsabilidade, pois este precisa utilizar de sua força, para ampliar a infra-estrutura deste grande segmento.
Bom dizer, que a grande função do setor público neste momento, é criar condições para ampliar o acesso, deixando a operação do sistema com outros setores da comunidade.
O desafio está lançado. Este é um setor que exige experiência, aprofundamento e grande investimento tecnológico.
Manoel Enéas Alves Mota
Eng. Civil – CREA-3636/D
Calculista e Gestão de Empreendimentos
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