O Século XXI iniciou e todos esperávamos por um marco histórico em Tauá, que caracterizasse de modo verdadeiro, a chegada de um novo século. Foi quando fundamos a Usedata em Tauá.
Até então, o acesso a esta rede mundial de computadores, apenas era conhecido de um pequeno segmento da população, que assim mesmo, não tinha a devida noção da sua importância.
Naquele momento, ao elaborarmos nosso planejamento estratégico, nos deparamos com as limitações impostas pelas concessionárias, que legalmente disponibilizam o serviço para os provedores de internet.
Dimensionamos um contrato com a concessionária do serviço, em que julgávamos atender de bom grado, aos que potencialmente necessitavam de acesso a esta rede mundial.
Assim, os segmentos principais, como sejam: emissoras de rádios, cartórios, escritórios de contabilidade, estudantes e um pequeno segmento do comércio, foram atendidos, por uma tecnologia chamada de “acesso discado”.
Sempre atenta ao que acontecia no mundo inteiro, a Usedata veio acompanhando o desenvolvimento tecnológico, migrando para um acesso mais moderno, chamado Banda Larga.
A partir deste momento, a comunidade tecnológica ligada ao setor passou a conviver com uma acelerada mudança, que passou a exigir muito mais competência e equipamentos mais arrojados. Modernizamos-nos sempre e nunca ficamos atrás dos acontecimentos tecnológicos.
Acontece que a estrutura que disponibiliza acesso à nova tecnologia em Tauá, por parte das concessionárias, não acompanhou a demanda já crescente, pois a Usedata popularizou a Internet além fronteiras, disponibilizando vários serviços, com destaque permitindo acesso à todas emissoras de rádio da cidade, para o mundo inteiro, como cortesia aos tauaenses que residem em outras localidades.
A Internet já havia se popularizado e todos sabiam a sua utilidade. Foi então que o poder público tauaense se inseriu no processo, administrando parte da capacidade total possível para Tauá, naquele momento, sem no entanto ampliar o acesso que potencialmente já estava comprometido, mas utilizou de uma parte do que já existia.
Daí para cá, convivemos com um sistema limitado, em que não se consegue atender à demanda existente, pois o backbone (rede principal por onde passam os dados dos clientes da internet) disponível para Tauá está sobrecarregado, nunca tendo sido suficiente.
Conclamo a darmos as mãos, trocarmos experiências e universalizarmos verdadeiramente a Internet em Tauá, acabando de uma vez por todas, com discursos, retóricas, ou divulgações do que somente existe nos papéis, como é o caso do Bodefone e um conjunto de torres metálicas espalhadas nas escolas de todos os distritos, que custou caro ao poder público e sem nenhuma utilidade, se constituindo em uma total falta de conhecimento do setor.
A Internet está em constante efervescência, existindo outras formas de acesso, como o caso da PLC (Power Line Communication), que utiliza a rede elétrica como meio, sendo segundo estudiosos do assunto, a única maneira de atingir a população inteira, pois quase 100% das localidades já dispõem de energia elétrica.
No último dia 13 de abril de 2009, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamentou a resolução 527/2009 sobre o uso comercial da PLC (Power Line Communication), tecnologia que permite compartilhar a infraestrutura da rede de energia elétrica para acessar internet. Isso significa que, em vez dos modems convencionais para conexão ADSL, cabo, WiFi, ou 3G, o usuário terá à disposição uma outra solução que permite a utilização de um equipamento específico para navegar na web por meio da rede de eletricidade comum. Seria verdadeiramente o caminho mais fácil da universalização da internet.
A Usedata já desmistificou o uso da internet em um momento que ninguém conhecia, e agora, com mais experiência propõe e alerta ao setor público para sua responsabilidade, pois este precisa utilizar de sua força, para ampliar a infra-estrutura deste grande segmento.
Bom dizer, que a grande função do setor público neste momento, é criar condições para ampliar o acesso, deixando a operação do sistema com outros setores da comunidade.
O desafio está lançado. Este é um setor que exige experiência, aprofundamento e grande investimento tecnológico.
Manoel Enéas Alves Mota
Eng. Civil – CREA-3636/D
Calculista e Gestão de Empreendimentos
sábado, 13 de junho de 2009
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