sexta-feira, 16 de abril de 2010

Caciquísmo e Centralização de Poder - Um exemplo que vem do Tauá

Falar em caciquísmo, é falar de centralização de poder, de nepotismo, de subserviência, sendo proibitivo falar em liberdade de expressão, preferindo utilizar-se de uma retórica em palanques, digna dos menos avisados.


O personalismo exacerbado tem sido uma prática dominante, a tal ponto de que a lógica da alternância de poder, foi extirpada do cenário das decisões políticas e tudo com a aquiescência de forças que em passado ressente chamavam-se de fiel da balança.

A implantação do caciquísmo, impondo regras ao eleitor, o desautoriza ao exercício da política dita livre e de bons costumes, pois para participar do processo, tem de rezar em uma cartilha de regras perversas, que transformaram os partidos em verdadeiras franquias, que desprezam as divergências políticas e mantém o nepotismo partidário.

Ai daqueles que ousam defender uma tese diferente, pois serão considerados “persona non grata” e extirpados do processo, além de sofrerem perseguições em seus direitos de ir e vir, valendo dizer que vendendo verdadeiros sonhos nunca atingíveis à população, sufocam os mínimos sentimentos de liberdade política.

Não consigo entender acordos e alianças entre desiguais, sem uma justificativa à altura de nossas inteligências, preferindo repudiar veementemente as decisões de cima para baixo, sem o menor diálogo lógico possível e exigido, que terminam permeando todo o espaço possível, nada restando a não ser dizer “amém”.

Manoel Enéas Alves Mota
Eng. Civil - CREA-3636/D
manoeleneas@gmail.com

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