quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Coronelísmo e Mordaça – Eu ví

Mais que nunca, o poder de força e intimidação instalado em Tauá, só falta utilizar de mordaça e de um jogo de algemas. Quem teve a oportunidade de assistir a última audiência pública sobre as Desapropriações às margens do Rio Tricy, verificou o poder de império instalado, que amedronta até mesmo advogados, conhecedores da lei, acostumados ao debate público, aos trâmites judiciais e ávidos em exercitarem a justiça.

É de amargar, ouvir de um homem público, chefe de um importante poder, ameaça de que se buscar a justiça para garantir direitos, não vai solucionar, pois 20(vinte) anos necessitaria para encontrar uma solução, em tom de crítica de desprezo à justiça deste estado. Melhor será, como enfatiza e impõe como única solução, se submeter a um cinturãozinho, que embora maltratando, consola e mantém todos reféns do sistema implantado.

Como se pode aceitar uma defesa de estratégia de viabilidade de projetos públicos, que desrespeita o cidadão, nem cumpre às mínimas orientações traçadas pelos organismos responsáveis pela fiscalização e normalização das intervenções ao meio ambiente!!!

Por muito menos que isto, já fui notificado e já tive a oportunidade de ver amigos serem notificados e humilhados por IBAMA e SEMACE, como também já presenciei secretários gritarem alto em defesa destes organismos, frente a pequenos agricultores, que buscando preparar terras para plantio e sustento, não pediram licença à Semace, para limpeza de quintais bem menores, comparados com esta área que margeia o Rio Trici.

Mas, o poder falando alto, calou até a Secretária de Meio Ambiente de Tauá, pessoa que merece o maior respeito dos tauaenses e cearenses, pela conduta ilibada e de vasto conhecimento no setor que defende e fez história.

Abaixo de alegativas de está defendendo altos interesses da coletividade, passou por cima de tudo, como costumeiramente gostam de ser chamados, de “homens tratores”, saíram batendo em tudo, desde aos processos de avaliações, que sendo áreas privativas de profissionais engenheiros, exigem registro no CREA-CE, sob forma de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, fato que muito me admira ter o apoio da Secretaria de Infra Estrutura, cujo Secretário tem minha amizade pessoal e já tendo sido Conselheiro do CREA-CE, conhece muito bem o assunto e sua legislação.

Estimulando aos liderados uma postura ditatorial, também indisponibiliza, critica e ameaça, quem faz solicitações nos termos da lei. Como criticar um profissional advogado, por solicitar documentações utilizando termos constitucionais, altamente legais e compatíveis com a causa abraçada!!!

A tudo isto, soma-se o teatro, onde a todo instante fazendo palanque político, desvia do ponto em discussão, que sempre foi o relacionado ao custo avaliado dos terrenos, para defendendo a grandeza da preservação do meio ambiente, interrogar e criticar os ribeirinhos, dizendo-se admirados, como alguém ousa ser contra um projeto de tamanha envergadura.

Nunca, em nenhum instante, pude ouvir ninguém contra o empreendimento, afinal, defender o meio ambiente, é a bola da vez e se assim não o fizermos, as gerações que virão, pagarão caríssimo por tal negligência. O que motivou a Audiência Pública, senhores imperadores, foi o custo avaliado e a falta de habilitação nas pessoas que assinaram a documentação pertinente.

Voltaremos ao assunto, em momentos oportunos.



Manoel Enéas Alves Mota
Eng. Civil – CREA-3636/D







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